1º de maio: o último com vitórias recentes, ou o primeiro de muitas derrotas?
Estão em debate no Congresso Nacional duas pautas que podem ajudar muito na melhoria das condições de vida da maioria da população.

Atividade do Plebiscito pela isenção do Imposto de Renda para quem ganha até 5 mil reais, taxação dos milionários e redução da jornada de trabalho em Leme, com a presença de filiados e dirigentes do PT, além do ex-prefeito Paulo Blascke e o deputado estadual Paulo Fiorilo.
Essas mudanças afetam diretamente envolvidos, mas também diretamente de suas famílias e a quase todos, de modo geral. Mas são criticadas pelo que exploram os trabalhadores.
A primeira é abolição da escala 6x1. Há diversas maneiras de organizar essa escala. A menos pior é considerar o domingo de folga permanente, obrigando o empregado a trabalhar todos os outros dias, o ano todo. Mas muitas empresas trabalham com escalas e turnos que pioram isso. Sem falar no trabalho noturno que gera outros problemas de saúde.
A grande mídia nacional e os empresários mais reacionários e exploradores alegam que o fim desse absurdo vai quebrar o país. Ameaçam os trabalhadores de demissão, já que as empresas não aguentariam o custo. A novidade é querer que o governo pague, com os impostos ou com a dívida pública, uma indenização aos empresários.
Foi a mesma ladainha no final da escravidão, na criação do 13º terceiro salário, na definição das 44 horas semanais na Constituição de 1988. E nenhum empresário morreu por isso. Já se foram 38 anos. Saímos da máquina de escrever mecânica para a internet, computador que corrige erros de digitação, impressoras a laser, todos os dispositivos portáteis e sistemas integrados, e agora a inteligência artificial. O tempo de transporte diminuiu, a produtividade em geral aumentou muito, o ritmo de trabalho piorou. E, quem se apropriou de todas essas melhorias, foram os empregadores. É hora de compensar um pouco. Acumularam muito, têm reservas para distribuir sem perder patrimônio já acumulado.
Há alternativas de escala de trabalho, sem reduzir vendas. Ao contrário, maiores salários, mais saúde e mais tempo livre aumentam o consumo e a renda em geral. E aumentam a diretamente a produtividade. Não há prejuízo, e, se houver custos, os empregadores podem arcar com isso. Somos um dos países mais desiguais do planeta, mesmo com uma economia sólida. É preciso diminuir essa desigualdade e a redução da jornada para 40 horas e o fim da escala 6x1 permitem isso.
O PT de Leme participou do Plebiscito Nacional aqui na cidade de Leme, junto com outros partidos e sindicatos, para coletar assinaturas pela isenção dos impostos, que já conquistamos, e pela redução da jornada. Veja mais aqui.
Outra frente de melhorias é o aumento dos direitos dos trabalhadores por aplicativos. Novamente os empregadores mentem dizendo que vão quebrar se pagarem um pouco a mais aos trabalhadores. Se todas as corridas que eles recebem sem nada fazer, a não ser oferecer um meio de comunicação e cobrança, forem pagas aos trabalhadores. O governo está em disputa com o Congresso, composto majoritariamente de empresários, fazendeiros e banqueiros, para que isso seja aprovado. É justo e necessário.
Além dessas brigas, o governo atual de Lula, e os anteriores do PT, muito já fizeram. Aumentaram o valor real do salário mínimo, esse ano Lula isentou de imposto de renda quem ganha até 5 mil e reduziu o de quem ganha menos de 7 mil e trezentos reais. E, pela primeira vez, cobrou algum imposto dos milionários. Aumentou os investimentos em saúde e educação e tem resistido à sanha dos empresários e banqueiros para reduzir os gastos sociais.
A batalha continua, em outubro saberemos se as conquistas dos mais pobres continuarão, ou se teremos tudo jogado pelo ralo, como fizeram Temer e Bolsonaro ao impor o teto de gastos que retiraram recursos da saúde e educação, e congelaram os valores do salário mínimo e da aposentadoria.


